quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mídia está desembarcando do governo Temer, diz João Feres Jr

Cíntia Alves

Ao GGN, coordenador do Manchetômetro analisou o comportamento da mídia desde o impeachment de Dilma. Lançado em 2014, projeto que fornece dados sobre a qualidade da cobertura jornalística ganhou versão 2.0 neste ano. Gráficos mostram queda nas críticas ao governo federal após posse de Temer e blindagem a Sergio Moro
Jornal GGN - Atingido repentina e duramente pela delação da JBS, o governo Temer começou a perder o apoio incondicional dos principais veículos da grande mídia, segundo análise do cientista político e coordenador do Manchetômetro, João Feres Jr. Para ele, a Globo lidera a "campanha ferrenha" contra o presidente da República, enquanto Folha de S. Paulo e Estadão ainda resistem um pouco, comportando-se como bombeiros em meio a um incêndio.

"O que vai acontecer a partir dessa crise do governo Temer, dessa exposição dos áudios de Temer e Aécio Neves, eu não sei. Minha impressão é que parte da mídia está desembarcando do governo Temer, mas eles estão sem direção. Não sabem aonde embarcar", disse Feres ao GGN.

A entrevista ocorreu no último dia 18, um dia após a bomba da JBS cair sobre Brasília, mas horas antes do Supremo Tribunal Federal divulgar a gravação de Joesley Batista. No áudio, Temer toma conhecimento de tentativas de obstrução de Justiça, incluindo suposta compra de silêncio de Eduardo Cunha, além de mostrar que o governo aceitou pressão da empresa investigada para resolver seus problemas com órgãos ligados ao Ministério da Fazenda.

Reportagem publicada pelo GGN na manhã seguinte à divulgação do áudio mostrou que enquanto Globo joga lenha na fogueira do impeachment revelando novas acusações a cada dia, Folha de S. Paulo lidera a compra da versão do acusado, chegando a omitir trechos da flagrante gravação para blindar Henrique Meirelles, o homen das reformas impopulares.

Para Feres, a mudança no comportamento da Globo é um marco na cobertura da grande mídia desde a reeleição de Dilma Rousseff e seus desdobramentos. Desde que tomou o poder, Temer vinha ganhando uma cobertura muito mais neutra do que a presidente afastada pelo impeachment.

O Manchetômetro de Feres e outros acadêmicos, criado pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LEMEP-UERJ), fornece dados sobre a qualidade da cobertura jornalística em relação a temas econômicos e políticos desde 2014. Como o projeto ganhou até uma versão 2.0 neste ano, é possível traçar um paralelo entre o tratamento dispensado à Dilma no auge de sua crise, e a cobertura do governo Temer.

No site, "uma comparação interessante de fazer é pegar a variável 'governo federal' e ver como ela evoluiu. No período Dilma, a quantidade negativa [de notícias] era 3 vezes maior, em média, que a de [notícias] neutras. Bastou a Dilma sair que a curva de [notícias] contrárias despencou. Ou seja, Temer começou com tratamento muito mais positivo ou privilegiado em relação à Dilma. Outra coisa que a gente nota é que esse tipo de tratamento continua ao longo do governo. Vamos ver como se comporta com esse novo escândalo [delações da JBS]", avaliou Feres.
Em 2017, o Manchetômetro ganhou uma versão 2.0. Agora, o internauta pode gerar gráficos com diferentes variáveis, ou seja, selecionando os personagens, temas e jornais que pretende analisar. O gráfico acima, por exemplo, expõe a cobertura de todos os veículos envolvidos no projeto (Folha, Estadão, O Globo e Jornal Nacional) sobre os governos Dilma e Temer, de maio de 2015 (um ano antes do início do impeachment no Senado) até os dias atuais.

DILMA X TEMER

Para Feres, a disparidade na cobertura do governo Dilma em relação a Temer ajuda a desmontar o argumento de que a grande mídia serve de "cão de guarda" do interesse público, ou seja, promove uma cobertura igualmente dura em relação a qualquer governante.

"Um crítico poderia dizer que não, que Dilma tinha crise econômica [e isso justificaria a cobertura mais negativa]. Mas o governo Temer também está em crime econômica. Ou que Dilma tinha denúncia de corrupção. Mas Temer está crivado de acusações de corrupção. Então controlando essas variáveis todas, você vê que a única maneira de explicar isso é que a mídia realmente trata diferentemente os partidos que estão no poder."

Feres lembrou que o Manchetômetro comparou a eleição de 1998 com a de 2014 e chegou à mesma conclusão. "Eram as reeleições de Fernando Henrique Cardoso e Dilma. Fernando Henrique enfrentava uma crise econômica muito pior que Dilma, e ainda assim ele tinha mais coberturas favoráveis e neutras que negativas. Então, a tese do cão de guarda em relação à mídia nacional não se aplica e pode ser refutada de várias maneiras diferentes." (Leia mais aqui)

A AGENDA DA GRANDE MÍDIA

O gráfico abaixo, que compara a cobertura de Folha, Estadão, O Globo e Jornal Nacional sobre Dilma, Lula e Temer, de maio de 2015 (um ano antes do início do impeachment no Senado) até maio de 2017, ajuda a entender a agenda da grande mídia.

Lula e Dilma continuaram sendo o alvo preferido da cobertura negativa mesmo após o afastamento pelo Senado, em maio de 2016. São poucas as ocasiões em que Temer têm cobertura mais negativa que os petistas. E, nitidamente, nem Dilma nem Lula tiveram o benefício da cobertura neutra como Temer tem desde que assumiu a Presidência.


De acordo com a análise de João Feres, atacar Dilma e Lula faz parte da agenda com "duplo objetivo" da grande mídia.

"Desde 2015, pelo menos, a cobertura da grande mídia tem duplo objetivo: um era retirar a Dilma, e esse já foi atingido, e outro é retirar os direitos políticos de Lula - nisto ainda estão muito engajados como mostra a cobertura feita, por exemplo, do depoimento dado a Sergio Moro recentemente [caso triplex]. É impressionante o viés do Jornal Nacional do dia seguinte ao depoimento. É comparável à edição histórica do debate entre Collor e Lula, tamanha a manipulação editorial. Para se ter ideia, os âncoras do telejornal se dedicam a ficar apontando contradições na fala de Lula. Editorializam o tempo todo nessa edição."

A BLINDAGEM A SERGIO MORO


Permear na opinião pública a ideia de que Lula será inevitavelmente condenado na Lava Jato e ficará indisponível para a próxima eleição passa pelo desafio de criar um antagonista para o ex-presidente. É nesse cenário que entra a blindagem ao juiz Sergio Moro.

O gráfico acima é uma análise da cobertura dos três principais jornais impressos, mais Jornal Nacional, sobre Dilma, Lula e Sergio Moro, de maio de 2015 a maio de 2017. Nesse intervalo, o juiz da Lava Jato ganhou mais destaque na cobertura da grande mídia em março de 2016, mês em que ele vazou à GloboNews o áudio de uma conversa entre Dilma e Lula sobre o termo de posse como ministro da Casa Civil. A repercussão negativa impediu Lula de ser titular da Pasta e ajudou a criar o clima ideal para a primeira votação do impeachment, na Câmara.

Por mais que tenha sido um dos episódios mais críticos para Moro - ele teve de pedir desculpas ao Supremo por ter vazado um áudio envolvendo presidente da República - ainda assim, a cobertura em relação ao magistrado foi majoritariamente neutra, enquanto Dilma e Lula atingiram picos incomparáveis de matérias negativas.

Desde então, Moro vem marcando território nos jornais, raramente com cobertura negativa.

SOBRE O MANCHETÔMETRO

O Manchetômetro nasceu em 2014 como uma "ferramenta de cidadania", disse João Feres Jr aoGGN. "A ideia era não só intervir no debate sobre a qualidade da informação no Brasil, mas dar às pessoas condições de criticar a cobertura jornalística que elas recebem diariamente."

Antes, o portal analisava a capa dos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão, além de todas as matérias sobre economia e política veiculadas pelo Jornal Nacional. Agora, além das capas, o Manchetômetro analisa as páginas de opinião e editoriais dos jornais impressos.

O site foi relançado em 2017 para expandir o público leitor e facilitar a análise de dados. Mais interativo, o Manchetômetro agora permite a geração de gráficos com diferentes variáveis. O internauta pode analisar o tema, o personagem e o veículo que quiser.

Além disso, os organizadores publicam periodicamente análises na sessão "Série M", usando dados levantados pelo Manchetômetro mas que nem sempre estão disponíveis no portal. Isso porque, segundo Feres, tudo ainda é lançado no site de maneira manual, o que deve mudar em breve. "A gente está desenvolvendo uma tecnologia de codificação computadorizada das matérias."

"Por fim, o próximo passo é entrarmos nas redes sociais. Ou seja, o Manchetômetro funcionar também como observatório da política nas redes sociais, mas sempre tendo como perspectiva a grande mídia. Ou seja, no caso das redes sociais, seria mais o rebatimento que os grandes meios têm nas redes sociais", revelou Feres.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Atos autoritários, a democracia e o debate de ideias em risco






Publicado em 11 de mai de 2017 

Embaixador, ex-chanceler e ex ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim faz uma grave advertência: quando atos autoritários como a proibição de funcionamento do Instituto Lula são recebidos como algo normal e corriqueiro, é sinal de que caminhamos a passos largos para o fim da democracia.


A esquerda nunca soube pra que serve a comunicação, que sempre negligenciou

Escrito por: Israel do Vale 

Fonte: Midianinja

3º ENDC: antídoto contra a miopia da esquerda no campo da comunicação.

Quando muito, faz dela certo uso instrumental, não mais que pontual, como um apêndice de tudo o mais. Com a ilusão, talvez, de que os atos e os fatos falam por si.
 
Não falam. Porque os atos, no campo da política (não só a partidária) ou dos ativismos em geral, têm outro foco e outro papel; e os fatos, ora ora: quem conta um conto, aumenta (ou subtrai) um ponto –que o diga o contexto atual, na selvageria da mídia corporativista que se vive no Brasil.
 
Tive chance de falar sobre isso no ano passado, no Encontro Nacional de Comunicação da CUT. E peço licença aos que já me ouviram lá pra repetir uma provocação que ajuda a entender o que pretendo dizer. Quantos aqui são capazes de apontar um marqueteiro de esquerda? Um único, que seja. Que tenha feito mais que uma campanha numa capital e tenha alguma projeção nacional. Ou alguém acha que o dedo-duro João Santana é (ou era…) um marqueteiro de esquerda?
 
Marqueteiro, em essência, não tem ideologia. Vende a mãe à prestação, se for preciso, pra ganhar uma eleição –-e, claro, uma bolada aqui, outra acolá. Trabalha para um partido no almoço e pro seu oponente na janta. E negocia as informações que esconde numa campanha com a outra.
 
Desde Carlito Maia (“o homem/o mito” da campanha de Lula em 89, criador do slogan Lula Lá), o PT foi refém de marqueteiros sem qualquer compromisso com o campo progressista. Inclusive pela falta de mão de obra especializada nessa seara. Mas não adianta, também, olhar para a comunicação de campanha em campanha.
 
A esquerda adora falar em “quadros do partido”. Mas tem manifestado uma dificuldade crônica em formar pessoas para esta área.
 
Em parte, talvez, por uma visão excessivamente pragmática, que parte da ideia de que comunicação é algo que se compra numa gôndola no supermercado –não mais que uma forminha de bolo, pra dar forma “ao que de fato importa”.
As grandes agências de comunicação do país, que cuidam da imagem e estratégia de governos e governantes, atendem a direita e a esquerda. As agências de publicidade são praticamente as mesmas aqui e acolá. Os especialistas em marketing digital flanam de um canto a outro com desenvoltura. E eu falo aqui de gente muito competente, é preciso reconhecer. Mas sem compromisso com qualquer “causa” que não seja o próprio bolso.
Seria apenas um detalhe, se o que se vive hoje não fosse uma guerra de comunicação –essa disputa de narrativas que noveliza o noticiário pra incidir sobre a opinião pública, criminalizando uns e absolvendo outros.
 
A tragicomédia de erros da esquerda nesse universo se reflete na absoluta falta de entendimento da importância de que se invista em políticas de comunicação. Os secretários ou ministros de comunicação dos governos, nas três esferas do Executivo, não são mais que despachantes de verba de mídia. Vivem de negociar o silêncio e a construção da boa imagem do governo ou do governante com as grandes corporações de comunicação, que achacam de um lado para colher de outro. Não pensam estrategicamente. Não fazem política pública.
 
Sem uma estratégia de comunicação consistente e consequente, pensada como política pública, que vá além das demandas circunstanciais do governo de plantão, o jogo de forças dificilmente será reequilibrado.
Sem um ecossistema saudável, capaz de fazer valer a Constituição, de distinguir comunicação pública de comunicação estatal e de assegurar contrapartidas sociais das emissoras privadas pela exploração de concessões públicas, não haverá uma democracia de fato neste país.
 
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação dá sua contribuição para este debate de 26 a 28 de maio, no 3º Encontro Nacional pela Democratização da Comunicação, que vai reunir centenas de profissionais de todas as áreas na Universidade de Brasília.
 
É alentador notar que profissionais de outros campos do conhecimento (da educação, psicologia, engenharia etc) estejam engajados nessa reflexão. O FNDC tem cerca de 500 entidades associadas –15% delas, de âmbito nacional. A maioria sem atuação direta no negócio da comunicação. A edição anterior do ENDC, em 2015 em Belo Horizonte, reuniu mais de 700 pessoas de todas as regiões do país.
 
Num momento em que o campo progressista se reaglutina em torno de uma pauta comum e recupera a capacidade de levar milhões de pessoas para as ruas, é preciso amplificar o debate da comunicação como política pública.
A falta de percepção do cidadão médio de como a comunicação interfere na sua percepção e na sua visão de mundo é alarmante. E mesmo entre pessoas de ímpeto questionador, mais engajadas e esclarecidas, este é um tema difuso, que ainda não entrou no radar.
 
Que o digam as manifestações contra o golpe e, em seguida, a reação à tentativa do governo temerário de demolir a cultura em linha reta, acabando com o MinC. Símbolo de resistência, o meio cultural ocupou equipamentos culturais por todo o país. Mas quantos cartazes e quantas vozes se levantaram, nas redes, nas ruas ou nas ocupações, contra o desmonte do Ministério das Comunicações, na sua fusão com o Ciência e Tecnologia?
 
A proliferação de cartazes com o slogan “Globo golpista” ou o “Fora Temer” com o logo da emissora dos Marinho aplicado sobre a letra “o” são indicadores do incômodo das pessoas com o manejo dos meios de comunicação para assegurar os interesses das elites. Mas isso, por si, é perto de nada.
 
Qual o debate que nasceu disso? Qual a política pública (mesmo em estados governados por partidos de esquerda, como Minas Gerais, a Bahia e o Maranhão) capaz de reduzir a assimetria que se tem e criar um ecossistema de comunicação mais saudável, que prestigie blogs e sites, dissemine os Canais da Cidadania (TVs municipais, no sinal aberto, ao lado da Globo, da Record e etc, que cada cidade do país tem direito der ter) ou fortaleçam emissoras educativas e culturais, universitárias e comunitárias?
 
Depois de sair dos escombros, o campo progressista precisa espanar a poeira. E vai precisar olhar a comunicação de outra maneira. Nem que seja por instinto de sobrevivência.



sábado, 13 de maio de 2017

Encontro Nacional pelo direito à comunicação está com inscrições abertas


Bia Barbosa, do FNDC e do Intervozes, convida para o 3o Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação

Entre os dias 26 e 28 de maio acontece, em Brasília, o 3o Encontro Nacional pelo direito à comunicação. O evento é uma iniciativa do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) em parceria com a Universidade de Brasília, instituição que acolhe o evento.

Em suas edições anteriores, em 2013 e 2015, o ENDC reuniu milhares de pessoas para debater mídia e democracia no Brasil. Para esta próxima edição, estão previstas conferências e atividades que abordarão temas como violações à liberdade de expressão, construção de um marco regulatório democrático para a mídia brasileira, defesa da comunicação pública, políticas de internet (liberdade de expressão e direito à privacidade), políticas de inclusão digital, entre outros, incluindo a participação de convidados nacionais e internacionais referenciais em cada uma dessas agendas.

O Encontro visa, ainda, estabelecer redes e fortalecer os mais diversos movimentos em prol do direito à comunicação, potencializando o espectro de ação dos diversos atores e a capacidade de intervir na formulação de políticas públicas.

Qualquer interessado/a poderá se inscrever como participante do evento no link abaixo:

https://www.doity.com.br/3endc

Confirme presença: https://www.facebook.com


20ª Plenária Nacional do FNDC

Como parte da programação do 3º ENDC, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação também realizará sua 20ª Plenária Nacional, no dia 28 de maio. Entidades Nacionais filiadas e Comitês Regionais do FNDC poderão indicar delegados/as, de acordo com as regras gerais aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fórum >>> Confira aqui.

Veja a programação aqui.

Sexta-feira 26 de maio
19h – Ato Público em Defesa da Liberdade de Expressão e da Democracia
Local: Centro Cultural da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) – Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília (UnB)   
Sábado 27 de maio
9h/12h – Conferência de abertura: Internet, liberdade de expressão e privacidade

Local: Anfiteatro 9 – ICC Sul – Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília (UnB)   
 
12h30/13h30 – Almoço
 
14h/16h – Painéis temáticos – Parte 1
1 – O papel da mídia no avanço da pauta conservadora e o discurso de ódio
2 –  Desnacionalização da economia na área de telecomunicações
3 – A mídia e a luta contra a homofobia e a discriminação de gênero
4 – A mídia e a luta contra o racismo
5 – O desmonte da comunicação pública
6 – Comunicação e cultura na mira do golpe
 
16h30/18h30 – Painéis temáticos – Parte 2
7 – Os desafios da radiodifusão comunitária
8 – Políticos donos da mídia
9 – O papel do jornalismo e da mídia alternativa na disputa informativa
10 – Transparência, acesso à informação e proteção de dados pessoais
11 – O monopólio da mídia e o ataque aos direitos sociais
12 – O monopólio da mídia e o ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários
Locais: anfiteatro 10 (ICC Sul), anfiteatro 8 (ICC Sul), anfiteatro 9 (ICC Sul), auditório Pompeu de Souza (Faculdade de Comunicação/FAC), sala 12 (FAC) e sala 13 (FAC).
 
19h/20h – Reuniões e atividades autoconvocadas
 
Domingo 28 de maio
9h/11h30 – Conferência de encerramento: Meios de comunicação, regulação e democracia
Local:
 Anfiteatro 9 – ICC Sul – Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília (UnB)   
 
11h45 – Abertura da 20ª Plenária Nacional do FNDC e aprovação da Carta de Brasília
Local: 
Anfiteatro 9 – ICC Sul – Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília (UnB)   
12h30/13h30 – Almoço
13h30 – Deliberações 20ª Plenária Nacional do FNDC
Local
: Anfiteatro 9 – ICC Sul – Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília (UnB)   
 
15h30 – Encerramento

Assista ao video: https://youtu.be/cDRl2X8Kc6c


Escrito por: Redação  FNDC
Fonte: Intervozes 

Em entrevista, Bia Barbosa, secretária geral do FNDC, aborda a importância em se democratizar a comunicação e faz convite aos interessados em participar do Encontro Nacional pela Democratização da Comunicação, que vai ocorrer ainda neste mês. Confira!







sábado, 6 de maio de 2017

A maior greve da história não passou na TV

Uma das principais lições do dia 28 é que os trabalhadores devem ter sua própria forma de comunicação


No dia 28 de abril, cerca de 40 milhões de trabalhadores paralisaram as atividades em todo o país. O dia da greve geral já é considerado o maior da história, foi mobilizada por centenas de entidades sindicais e sociais. Todos contrários às medidas de Temer para desmontar a Previdência Social (PEC 287) e os direitos trabalhistas (PL 6787/2016).
 
Para quem presenciou o impacto da ação dos trabalhadores, ficou uma sensação incômoda. Afinal, rádios e TVs comerciais falaram apenas do trânsito e não das ações de várias categorias.  Isso porque, capitaneada pelas grandes redes de televisão, a mídia tem preconceito com a organização dos trabalhadores.
 
Para eles, a greve não significa um direito constitucional, os trabalhadores prejudicam o trânsito quando lutam por direitos, e a conta da crise deve ser paga pelos mais pobres. 
 
Chamar a greve de apenas política também é uma forma de fugir do assunto. As medidas de Temer elevam o índice de desemprego e prejudicam a vida das pessoas. É justo, então, que nos bairros, nos sindicatos e nas igrejas, os trabalhadores discutam a situação. Mais de cem bispos, por exemplo, apoiaram a greve no Brasil. 
 
O próximo passo dos trabalhadores é ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a retirarem as reformas. Uma das principais lições do dia 28 é que os trabalhadores devem ter sua própria forma de comunicação. 


Escrito por:
 Redação 
Fonte: Portal Imprensa